Trotinetes no Porto: Bird e Lime, onde pode andar e onde estacionar

Pode alugar trotinetes no Porto à Bird e à Lime, as duas empresas licenciadas pela Câmara em 2025; ambas têm também bicicletas elétricas na mesma app. Não encontrámos tarifas publicadas para o Porto: a app mostra o preço antes de desbloquear. A viagem termina sempre num ponto de partilha, marcado a azul no chão, e é proibido andar em passeios, praças, ruas pedonais, corredores BUS e no tabuleiro superior da Ponte Luís I. Desde novembro de 2025, o serviço pode funcionar 24 horas por dia.

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Que empresas têm trotinetes partilhadas no Porto?

Na hasta pública de maio de 2025 havia duas licenças e só duas concorrentes, a Bird e a Lime. Cada licença é válida por cinco anos, não é renovável e dá direito a 700 veículos (até 900 com acordo escrito do Município), pelo menos 40% deles bicicletas elétricas.

A Bird está no Porto desde o arranque do serviço, em 2020; a Lime começou em setembro de 2025, com 700 trotinetes e bicicletas. A Bolt teve trotinetes no Porto a partir de 2022, mas a 13 de outubro de 2026 não as incluía na página do Porto.

Trotinetes partilhadas no Porto: operadores e preços (13 de outubro de 2026)
OperadorDesbloqueioPor minuto10 / 20 minutosNo nosso mapa
BirdNão publicadoNão publicadoPreço na appSim: cerca de 480 trotinetes
LimeNão publicadoNão publicadoPreço na appNão: sem dados abertos

O ScootRadar mostra as trotinetes da Bird, com a bateria de cada uma: cerca de 480 no mapa do Porto a 13 de outubro de 2026, numa área que entra por Matosinhos; não é, portanto, a frota da Bird. A Lime não publica dados abertos no Porto e não aparece no mapa: abra também a app da Lime. Nunca alugou uma trotinete? Veja como alugar uma trotinete elétrica.

Onde pode andar de trotinete no Porto

As trotinetes partilhadas podem circular em todo o concelho, exceto nestes sítios, segundo o Código Regulamentar do Município, alterado em novembro de 2025:

  • passeios, ruas pedonais, praças e jardins, salvo sinalização em contrário;
  • corredores BUS e o espaço reservado ao elétrico e ao metro;
  • a Estrada da Circunvalação (EN12), a VCI (A20, A28 e A1) e os respetivos nós, e a Avenida AEP;
  • as pontes da Arrábida e do Freixo e o tabuleiro superior da Ponte Luís I;
  • túneis.

As trotinetes estão limitadas eletronicamente a 25 km/h. Nas ruas das zonas de acesso automóvel condicionado (ZAAC) do centro, como Carmelitas, Cedofeita, Flores, Ribeira, Santa Catarina e Tito Fontes, abrandam sozinhas para 10 km/h.

De trotinete partilhada em alguns sítios do Porto: a nossa leitura das regras (outubro de 2026)
SítioO que se aplica
RibeiraNas ruas, até 10 km/h; no cais e na Praça da Ribeira, proibido. Ponto da Bird na Rua do Infante D. Henrique
Rua das Flores10 km/h onde passam carros; com tanta gente a pé, leve a trotinete à mão
Rua de Santa CatarinaA parte comercial é rua pedonal: trotinete à mão
Avenida dos AliadosNa faixa de rodagem, sim, mas não nos corredores BUS, na placa central nem na Praça da Liberdade
Clérigos e Carmo10 km/h; nunca nos carris do elétrico, na Praça de Gomes Teixeira nem no Jardim da Cordoaria
Parque da Cidade e jardins do Palácio de CristalProibido andar; no Parque da Cidade também não pode terminar a viagem
Foz e marginalNa estrada, ou na ciclovia onde houver; nunca no passeio marítimo

Confirme sempre a sinalização no local e a app, que pode bloquear outros sítios. Festas e eventos podem fechar mais ruas: na noite de São João, veja a app antes de sair.

Ponte Luís I e Gaia: atravessar o rio de trotinete

A Ponte Luís I tem dois tabuleiros e duas regras. O superior, do metro e dos peões, está vedado às trotinetes partilhadas. No inferior, pode passar: desde 14 de abril de 2023, só lá circulam transportes públicos, velocípedes, táxis e peões, e a trotinete conta como velocípede.

Em Vila Nova de Gaia, não conte com trotinetes: a Câmara cancelou o concurso em abril de 2026. A 13 de outubro de 2026, os dados públicos da Bird ainda mostravam um ponto no Cais de Gaia, na Avenida de Ramos Pinto: antes de atravessar, confirme na app se ainda pode terminar lá a viagem.

Onde estacionar a trotinete no Porto: os pontos de partilha

No Porto, a viagem só pode terminar num ponto de partilha com lugar disponível. Os pontos têm marcações azuis no pavimento e um sinal vertical, e aparecem na app; a da Bird nem deixa terminar a viagem fora deles, e a Lime também só aceita zonas marcadas.

Mesmo junto a um ponto, nunca a deixe no passeio, numa rampa ou passadeira, numa paragem de autocarro ou de elétrico, numa praça de táxis, nem em lugares pagos, reservados ou para pessoas com mobilidade reduzida.

Ponto cheio? Siga para o seguinte. Desde novembro de 2025, o estacionamento «deve ser efetuado num ponto de partilha com lotação disponível».

Quem paga a coima? A coima por mau estacionamento é aplicada ao operador, que paga também a remoção. Mas os termos da Bird em Portugal passam as coimas e as despesas de remoção para o utilizador, e os operadores pedem uma fotografia no fim da viagem.

Regras do Código da Estrada para trotinetes

Uma trotinete elétrica até 0,25 kW e 25 km/h é equiparada a velocípede: não é precisa carta de condução nem, por agora, capacete. As regras que mais custam, em outubro de 2026:

Regras e coimas para trotinetes elétricas (Código da Estrada, outubro de 2026)
RegraO que fazerCoima
PasseioNão andar no passeio; usar a estrada ou a ciclovia60 a 300 €
SentidoPela direita, no sentido do trânsito250 a 1250 € em sentido contrário
Telemóvel e auricularesTelemóvel guardado; no máximo um auricular250 a 1250 €
PassageiroSó uma pessoa por trotinete60 a 300 €
ÁlcoolMenos de 0,5 g/l, o limite dos automobilistas250 a 2500 €; crime a partir de 1,2 g/l
CapaceteNão é obrigatório, mas use-oNenhuma, por agora
IdadeA lei não fixa mínimo; a Bird exige 18 anos–

O capacete pode voltar a ser obrigatório: a 30 de setembro de 2026, a Assembleia da República aprovou na generalidade dois projetos de lei nesse sentido, com coima prevista de 30 a 150 €. Ainda não são lei: faltam a discussão na especialidade e a votação final global.

O seguro não é obrigatório para quem conduz, e o regulamento do Porto obriga os operadores a segurar os utilizadores. Mais pormenores nas regras da trotinete elétrica em Portugal; para Lisboa, que tem regras próprias, veja trotinetes em Lisboa.

Horário das trotinetes e o que a Câmara quer mudar

Desde novembro de 2025, o regulamento permite que o serviço funcione 24 horas por dia. Entre 2020 e 2025, as trotinetes tinham de ser recolhidas entre as 22h00 e as 6h00. A Câmara pode voltar a impor um horário sem serviço, a um operador ou a todos, se a sinistralidade crescer de forma anormal.

Em abril de 2026, uma colisão entre trotinetes no Porto matou uma pessoa de 25 anos. A 21 de abril, a Câmara aprovou por unanimidade um estudo sobre o uso de trotinetes e os acidentes, sem prazo. A 4 de setembro de 2026, o presidente da Câmara, Pedro Duarte, disse que «as trotinetes hoje em dia são um problema na cidade» e que quer «reduzir substancialmente a utilização da trotinete» a favor de outros modos suaves, em conversa com os operadores.

Até 13 de outubro de 2026, não encontrámos nenhuma nova restrição aprovada. Antes de sair, veja a app.

Dicas para andar de trotinete no Porto

  • Subidas e granito. Da Ribeira até à Sé, à Batalha, aos Clérigos e aos Aliados, as ruas sobem a pique, muitas vezes em paralelos de granito. Nas ruelas mais íngremes, leve a trotinete à mão. O Funicular dos Guindais (Ribeira–Batalha) e o Elevador da Lada também poupam a subida.
  • Carris do elétrico. Atravesse os carris quase na perpendicular, nunca deixe a roda entrar no sulco e, com chuva, abrande: o granito molhado escorrega.
  • Comboio. Termine a viagem antes de entrar em São Bento ou em Campanhã: a Bird tem pontos de partilha perto das duas estações, e lá dentro não se anda de trotinete. Uma trotinete própria viaja de graça na CP, uma por passageiro; no Alfa Pendular e no Intercidades, vai dobrada, como bagagem de mão.
  • Metro. Uma trotinete partilhada nunca entra no metro, e as condições de transporte da Metro do Porto não falam de trotinetes: não conte com levar a sua.
  • Aeroporto. O Aeroporto Francisco Sá Carneiro fica na Maia, dentro da zona da Bird, mas na manhã de 13 de outubro de 2026 só havia quatro veículos da Bird a menos de 500 m do terminal. São cerca de 11 km até ao centro, onde a viagem tem de acabar num ponto de partilha: vá de metro.
  • Matosinhos e Maia. A Bird também opera nos dois concelhos: com pontos de estacionamento em Matosinhos, como no Porto, e sem eles na Maia. Da Foz, siga a marginal para norte, pelo Castelo do Queijo, até à praia de Matosinhos, sem entrar no Parque da Cidade.
  • Bicicletas. O Porto não tem uma rede municipal de bicicletas partilhadas com estações; a alternativa são as bicicletas elétricas da Bird e da Lime, na mesma app.

Sabia que…?

  • O Porto fez as regras antes de chegarem as trotinetes. A Câmara diz ter sido o primeiro município do país com regulamento próprio, escrito para «precaver os problemas relatados, por exemplo, na cidade de Lisboa». O regime de partilha de trotinetas e bicicletas arrancou a 1 de junho de 2020, adiado pela pandemia.
  • A coima é do operador. Quando a Polícia Municipal começou a multar, em dezembro de 2022, o subintendente Afonso Sousa resumiu: «o infrator é o operador». Uma trotinete rebocada custava então 73 €: 15 € de coima, 41 € de remoção e 17 € de parque.
  • O centro histórico abriu-se às trotinetes, devagar. Em agosto de 2022, a Lusa contou pelo menos uma dúzia de trotinetes a circular em pouco mais de uma hora nas ZAAC de Cedofeita, da Ribeira e de Santa Catarina, onde eram proibidas. Desde novembro de 2025, podem lá andar, a 10 km/h.

Perguntas frequentes

As trotinetes funcionam à noite no Porto?
Sim. Desde novembro de 2025, o regulamento permite o serviço 24 horas por dia, e acabou a recolha obrigatória das 22h00 às 6h00. A Câmara pode voltar a limitar o horário se os acidentes aumentarem: confirme na app.
Quem paga a coima se a trotinete ficar mal estacionada?
A coima e a remoção são cobradas ao operador, mas os termos da Bird passam-nas para o utilizador, e os operadores têm penalizações próprias. Termine sempre num ponto de partilha com lugar e tire a fotografia que a app pede.
É obrigatório usar capacete na trotinete?
Não, a 13 de outubro de 2026: deixou de ser obrigatório a 8 de janeiro de 2021. Dois projetos de lei que o tornam obrigatório foram aprovados na generalidade a 30 de setembro de 2026, mas ainda não são lei. A GNR recomenda-o vivamente.
A Câmara do Porto vai acabar com as trotinetes?
Até 13 de outubro de 2026, não encontrámos nenhuma decisão nesse sentido. O presidente da Câmara quer menos trotinetes e mais bicicletas, por acordo com os operadores, e a Câmara aprovou em abril um estudo sobre o uso de trotinetes e os acidentes. O regulamento já permite reduzir o horário ou fechar ruas.